
Em
protesto, médicos em cerca de 12 Estados e inclusive o Distrito Federal
protestam durante esta semana, as manifestações já tomaram dois dias,
começaram na terça-feira, dia 30 de julho e permaneceram na
quarta-feira, dia 31 de julho, com muitas suspensões em atendimentos
médicos na rede pública e também na privada.
Esta greve da categoria tem o intuito de expressar sua
contrariedade contra as novas resoluções feitas na esfera do governo
federal para a
prática
médica no Brasil. Uma das características que mais atentam contra a
categoria, de acordo com os manifestantes é a contratação de médicos
estrangeiros através do programa do governo Dilma Rousseff, Mais
Médicos, além dos vetos feitos à legislação no que tange o Ato Médico,
mudando algumas das atribuições para os profissionais médicos.
Mesmo em greve, de acordo com orientação dos 53 sindicatos que
representam a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), há a orientação
para atendimentos de emergência e urgência. Clientes com planos de saúde
particulares também podem ser atingidos com a paralização. No período
de apenas uma semana é a segunda vez que os médicos cruzam seus braços
para manifestar contrariedade as decisões tomadas pelo governo federal.
As paralisações
A primeira aconteceu no dia 23 de julho, com a participação de cerca
de 16 estados. As paralisações são parte do protesto previsto em um
calendário de greve feito pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam).
Se não aconteceram mudanças por parte do Executivo Federal, os
sindicatos médicos devem decretar então uma greve de tempo indeterminado
que começará a partir do dia 10 de agosto, a mesma data da última
destas paralisações relâmpago.
8 de agosto acontece a marcha de médicos em Brasília e também uma audiência pública a respeito do
Programa Mais Médicos, no Congresso Nacional.
A batalha virou judicial
Estra crise entre o governo federal e as entidades médicas foi aos
tribunais. Sem aceitar as novas medidas do Executivo com intuito de
eliminar carências de médicos para determinadas regiões, a Fenam, o
Conselho Federal de Medicina (CFM) e também a Associação Médica
Brasileira (AMB) usaram a justiça com ações judiciais diferentes com a
intenção de suspender o programa governamental.
Dia 26 de julho o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF) em exercício no momento negou a suspensão da
medida que criou o programa e foi solicitada pela AMB.
Para Lewandowiski não é o Supremo que define se a medida provisória
atende a exigências de ser relevante ou urgente, conforme acusaram as
associações.
Confira as paralisações desta terça e quarta-feira alguns Estados:
No Acre
Membros que formam a diretoria do Sindicato dos Médicos do
Acre
(Sindmed-AC) realizaram vistorias em postos de saúde na cidade de Rio
Branco, em adesão a mobilização nacional da categoria contra o programa
do governo federal Mais Médicos.
Em Amazonas
Os profissionais médicos fizeram uma concentração na frente do
edifício da Maternidade Moura Tapajós, em Manaus, onde o presidente do
Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) estaria em reunião junto ao
governador do Estado em discussão a respeito dos protestos no Estado.
Na Bahia
Em salvador a concentração de médicos foi na praça central que fica
na Avenida Centenário, no período da tarde, com ações em que fizeram
atendimentos públicos gratuitos e também uma exposição fotográfica,
batizada de “Varal da Vergonha”, a temática era a saúde brasileira.
Houve debate e
entrega de panfletos. A ação contou com a presença de em torno de 400 médicos.
No Ceará
Um ato com um grupo de profissionais aconteceu em Fortaleza, no Hospital Universitário Walter Cantídio.
Espírito Santo
Neste Estado foram 80% dos médicos paralisados, de acordo com informações fornecidas pelo Sindicato.
Apenas casos de emergência e urgência e emergência foram atendidos.
Em Goiás
Há a paralisação no Sistema Único de Saúde (SUS) para qualquer tipo
de atendimento que não seja emergência e urgência, sejam atendimentos,
consultas e até cirurgias e exames.
Em Mato Grosso
A categoria aderiu a paralisação nos dois dias. Dia 8 de agosto, de
acordo com Dalva Alves das Neves, a presidente do CRM-MT, acontecerá uma
audiência em Brasília, junto a parlamentares. Neste Estado há a
reclamação de demissão de profissionais nas prefeituras das cidades do
interior.
Houve assembleia no sindicato e depois carreata, com fim na Praça Ipiranga, onde houve atendimento básico gratuito.
Em Mato Grosso do Sul
Os protestos aconteceram na praça Ary Coelho, no centro da Capital
Campo Grande, com a montagem de um posto de atendimento que orientava em
prevenção de doenças.
Em Maranhão
Houve protesto, porém as atividades foram retomadas no mesmo dia.
Paraná
Houve paralisação no oeste do Estado,
Em Pernambuco
Os profissionais realizaram atendimentos gratuitos em frente ao
Memorial da Medicina, nas especialidades de Clínica Médica, Dermatologia
e Pediatria.
No Rio de Janeiro
A manifestação barrou o transito na Avenida Presidente Antônio Carlos.
No Rio Grande do Sul
Foram 23 cidades sem atendimento com manifestações na Santa Casa e Hospital das Clínicas na cidade de Porto Alegre.
Em Rondônia
Em Rondônia, em torno de 200 médicos, pararam seus atendimentos em Porto Velho.
Em São Paulo
Prometem ato na Avenida Paulista e o Sindicato afirma que houve
paralisação na Baixada Santista, porém não houve registro de nenhuma
denúncia ou reclamação e de acordo com depoimento de alguns cidadãos os
atendimentos ocorreram normalmente.
Em Santa Catarina
Em Florianópolis e Chapecó houve o sepultamento simbólico dos
ministros Alexandre Padilha, Aloizio Mercadante e Antônio Patriota,
saúde, educação e relações exteriores, respectivamente.
Em Tocantins
Não houve paralisação. Apenas alguns profissionais usaram rupas
pretas e houve reunião na sede do Sindicato dos Médicos do Tocantins
(Simed).